
A mudança é inevitável; não depende de nossa vontade.
Estamos sempre em mutação, querendo ou não.
O que vale é tentar entender se tais mudanças nos direcionam à nossa felicidade.
Só que primeiro, seria preciso descobrir onde nossa felicidade se encontra.
Presumindo, é claro, que ninguém queira ser infeliz.
Que se assim o são, o são por não conseguirem não ser.
A felicidade seria algo que cairia por sorte em nossas vidas, ou seria algo que produziríamos com nosso próprio esforço?
Quem está conformado com sua vida não se preocupa em melhorá-la.
Acomodado, não se interessa por revoluções e sacrifícios.
Mas a maré está sempre em movimento.
Com a correnteza nos carregando. Mudando-nos constantemente.
Quem fica parado morre esturricado.
E quem fica a mercê da gravidade, acaba puxado para baixo.
Portanto, a verdadeira felicidade seria algo que se conquista e não que se ganha.
Quem brinca de ser feliz deixa de ser feliz com o fim da brincadeira.
Assim como o menino que brinca de soldado, não mais o é quando a brincadeira acaba.
Pura ilusão, fantasia... Momentos de alegria, apenas.
Euforia, entusiasmo, contentamento, júbilo. Efemeridade.
Uma evasão da realidade. Útil. Saudável.
Mas para muitos, vira uma fuga alienada da incompreendida existência.
Vã tentativa de escapar de suas aflições ignorando sua consciência.
Só que é impossível fugir de si mesmo. Você sempre estará consigo.
E como seria a felicidade então?
Só quem realmente a sente, sabe como é.
Talvez esteja apenas em conseguir o que se quer, e querer o que se consegue. Talvez.
Sei da infelicidade.
Sei que está em tudo que tira a liberdade, a independência e a individualidade do ser.
Está em tudo que se vincula à fraqueza do espírito humano e o ilude.
Está no desejo que obscurece a razão e no raciocínio que sufoca o sentimento.
Está na ignorância da Verdade.
A mudança é inevitável. Que seja para cima, então.







E já dizia Zeca Bronha... Poesia?! Hm... Acho que já ouvi falar disso numa aula de História.



Ele não gosta que sintam pena dele, pois ele não tem pena de si. Sabe que cada um é responsável por sua queda, e ao se aproximar demais do sol, a subida perdeu o sentido. Daí virou um caruncho na feijoada... Pois é dessa maneira que ele explica sua situação... seja lá o que isso queira dizer.



Atrasei para postar desta vez... Participei de evento nesse final de semana e me enrolei nos trampos.

