quarta-feira, 18 de março de 2015

O bugio dos novos tempos


Dia 15 de março de 2015, dia que entrou para a história do Brasil, com certeza. Mas como o quê? Dia em que o povo foi para rua protestar... Protestar contra o quê? Contra a corrupção em geral, contra o governo, contra o PT, contra todos os partidos existentes ou apenas contra o partidarismo fanático? Foi contra a presidente, contra o sistema político como um todo, contra o comunismo, contra o fascismo, contra a esquerda, contra a direita, contra o presidencialismo, contra a democracia, contra a república, contra a abolição da escravatura, contra a carta dos direitos humanos, contra o método do pensamento racional... Contra o quê? De certa forma, teve de tudo um pouco nessa manifestação.

É inegável que o sentimento de insatisfação e revolta do povo seja legítimo, mas garanto me valendo do mesmo método de análise que a PM utilizou para calcular o número de participantes nas manifestações, que 96% das pessoas que foram às ruas protestar não sabem, sequer, dizer a diferença na função de um vereador, um deputado e um senador; 89% não sabem dizer quais são os três poderes da República e 78% não sabem a diferença entre o presidencialismo e o parlamentarismo. Tudo se reduz à pura bugiaria. Momice transvertida de consciência política. Sentem raiva e gritam contra qualquer coisa que sirva como alvo, como um chimpanzé enraivecido que vocifera de um lado e do outro, batendo nos peitos e escancarando os dentes em disputa de dominância, como nas cenas do filme 2001: Uma Odisseia no Espaço, quando, na aurora do homem, grupos rivais de hominídeos pré-históricos “deliberam politicamente”, à maneira deles, o usufruto da poça d’água em questão. Vence a violência, claro, e o grupo que sabe utilizar a nova tecnologia do porrete de osso a seu favor.

É preciso saber reconhecer e distinguir o conceito de nação do conceito de governo, do conceito de partido, da noção de sociedade e dos demais elementos que compõe a coisa pública, antes de se pretender consertá-la. Coisa que a imensa maioria dos queridos e bem intencionados patriotas que foram às ruas protestar, não fazem a menor ideia. Sem essa consciência política, o discurso do cidadão se torna raso e seu protesto, pobre, por mais que ele esperneie e se agite. Quando grande parte dos indivíduos de uma manifestação é completamente alienada, é obvio que não predominará entre elas uma discussão política mais consistente e séria, por mais nobres que sejam suas intenções. O que resta, portanto, é um conglomerado de gente gritando junto, quando não, relinchando e sendo usada como massa de manobra. E isso vale tanto para esquerda quanto para a direita.

O que se vê na discussão atual é uma generalização banal da problemática brasileira. Rixas partidárias se mesclam com oposições em questões sociais, que se ampliam em querelas ridículas nas redes sociais (antigas mesas de bar) e tomam proporções gigantescas com a imagem errônea de que o Brasil sofre uma verdadeira cisão social e que beira a uma guerra civil entre classes... Isso é falso e artificial! Essa cisão social não é real! É apenas a expressão factícia de uma discussão política vazia e superficial, onde grupos rivais buscam se beneficiar. Nesse caminho, vencerá aquele que melhor dominar as tecnologias do porrete digital a seu favor e, claro, a violência.

Seu sentimento de indignação, caro cidadão de “bens” (ou nem tanto), é legítimo! O governo está aí para ser criticado e deve ser mesmo. Motivo para tal é o que não falta. Porém, um enorme espetáculo teatral não é composto apenas pelos artistas que estão em cena. Existe toda uma infraestrutura por trás do espetáculo, necessária para que a peça seja encenada. Não adianta apenas querer mudar o ator que está em cena se é todo o conjunto da montagem que está degringolado. E o teatro da política brasileira já vem se arruinando há muito tempo.

Não seja massa de manobra. Não seja burro servindo de montaria para oportunistas. Você pode até não se ver como uma marionete, mas existem mãos de quem se julga titereiro querendo te manipular. Ora é da esquerda, ora é da direita. No caso, desta vez, foi sim da direita. Buscaram canalizar o sentimento real de indignação popular para fins de ganho político. E conseguiram. Comparar essas manifestações de 2015 com as de 2013 é improcedente. As de 2015 foram orquestradas deliberadamente com fins não expressos de partidarismo político. Não foi uma manifestação realmente apartidária como as de 2013. Muita gente foi sim, de coração aberto e com reivindicações legítimas, mas, desculpem dizer, vocês foram usados como massa de manobra dessa vez. De uma forma menos explícita e centralizada como os movimentos de esquerda fazem e fizeram no dia 13, mas foram.


O que prejudica a discussão política no Brasil é a tendência maniqueísta e simplória de muita gente, em querer posicionar todas as questões políticas e sociais em dois únicos polos de interesses distintos e defender o seu predileto como um torcedor de futebol fanático faz pelo seu time. A raiz desse tipo de postura é a mesma que gera a corrupção no país e no mundo, ou seja, a abdicação do pensamento racional em virtude do bem comum pela justificativa do ímpeto de um desejo particular. Refletir sobre a complexidade da problemática brasileira, entre tantas outras, dá trabalho e requer um exercício de pensamento ativo e consciente, coisa que a débil educação brasileira não prepara o cidadão para fazer. O resultado é o que se vê: um monte de gente vociferando o que pensa sem saber pensar. Contudo, acredito que essas manifestações que vem acontecendo ultimamente sejam só um esboço do que ainda está por vir. Para o bem ou para o mal.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pornô em Cristo


Alguns anos atrás, quando Alexandre Frota disse ter se tornado evangélico, eu lembro de ter rido e brincado, “pronto; se preparem em breve para o surgimento do pornô gospel, hahaha...”. Claro que era um absurdo. Era só para fazer graça imaginando dois princípios aparentemente inconciliáveis. Lembro, na época, de ter parado e pensado na possibilidade... Não, pensei... Seria absurdo demais! O cúmulo da hipocrisia... Ninguém teria tanta cara de pau... Mas não é que tiveram! Existe mesmo uma linha de filmes eróticos para evangélicos sendo produzida!... Sério! No momento pensei, “caralho! Que porra é essa!?” e já imaginei a cena se desenrolando na madrugada com o fiel telespectador em frente a TV...
 
E antes de parafrasear o macaco Simão e dizer que o Brasil é o país da piada pronta, a empresa que levantou o movimento para esse tipo de produção é americana. E são cheio de regras e argumentos para justificarem seu conceito. Os atores que participam devem ser casados, tanto no filme quanto na vida real, não pode ter cenas de adultério, a não ser que os personagens sofram e paguem pelo seu pecado, não pode ter obscenidades e outras diretrizes. Dogmas do pornô cristão... No Parvablog há uma abordagem mais completa sobre esses tópicos.

Mas pensando bem... A pornografia é um mercado muito rentável, a cultura gospel também. Era só uma questão de tempo mesmo até juntarem os dois. E vou te dizer, viu?!... O diabo, como ninguém, sabe fazer dinheiro.

Fico imaginando qual será a próxima dos “hipocrentes”, prostíbulo de Jesus?! Darkroom de Cristo? Sadomasoquismo do espírito santo?... O mundo merece acabar antes.

domingo, 4 de setembro de 2011

sketch... saúde!

  
 









Alguns sketches... Gosto de apreciar a beleza do povo feio de vez em quando. Já desenhar, não sinto mais tanto prazer quanto já senti anteriormente. Sei lá... não gosto de desenho por desenho, técnica pela técnica... O desenho, para mim, deve estar a serviço de alguma ideia, expressando algo que nos faça refletir; concordar ou discordar. Por isso gosto tanto do desenho de humor. Sinto prazer quando uma imagem, rica em mensagem, me toca e se soma ao meu repertório imagético.

Não acredito que esse modo de entender o desenho seja melhor do que qualquer outro, mas, particularmente, senti certo alívio quando entendi essa questão sobre mim, pois me cobrava (ainda cobro) demais por algo que não me sublimava tanto. Porém admiro, ou até mesmo inveje, os talentosos artistas que, quase compulsivamente, rabiscam, rabiscam, rabiscam... pelo puro prazer de rabiscar.  Eu devia fazer mais sketches e tentar reaprender a desenhar descompromissadamente. *

 


Mais importante do que o calibre da pistola é a habilidade do atirador. Era o que dizia Zeca Bronha quando tiravam sarro dele no vestiário. *





Não sei se é impressão minha, mas outra seqüela social decorrente do crack que eu noto, é que os moradores de rua, em geral, se tornaram mais arrogantes. *


Quando desenhei a historinha do post anterior para o aniversário da gibiteca de Santos, desconfiava que poderia ter o trabalho vetado, mas pensei que seria besteira. Passou-se o tempo; não estava nem um pouco preocupado com isso, quando por acaso soube por um funcionário da gibiteca que sim, o desenho havia sido desconsiderado por não estar, digamos, de acordo com o tom desejado pela prefeitura.

A reflexão, às vezes, incomoda.*

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Gibiteca para quem precisa


Aniversário da gibiteca de Santos, recentemente. Precisava fazer um desenho comemorativo para expor lá. Pensando no que desenhar, refleti sobre a gibiteca. Um elefante branco sentado na praia lendo um gibi?... Não... Não creio que a gibiteca seja algo demasiadamente dispendioso, muito menos algo inútil ou sem importância. Pelo contrário, do ponto de vista cultural, a gibiteca agrega valor à cidade de Santos por disponibilizar gratuitamente seu acervo; manifestações de uma forma de expressão artística, distinta e plena. No caso, as histórias em quadrinhos e afins, manifestações da chamada nona arte.

Volta e meia, iniciativas são tomadas na tentativa de chamar atenção e valorizar a gibiteca, tais como eventos, palestras, exposições e oficinas, mas a verdade é que o rei está nu. A comunidade santista parece não demonstrar interesse por aquele espaço, ou por não reconhecerem seu valor cultural, ou simplesmente, por desconhecerem, o que é mais provável, pois, quando confrontados com o discurso, a maioria das pessoas reconhece a importância da gibiteca, embora na prática, no dia-a-dia, não a freqüentem.

Será que por causa do nome, gi-bi-te-ca, soar como algo antiquado, infantil ou bobo, a torna passível de ser menosprezada? Talvez mudando o nome para algo tipo "comicsteca" ou sei lá... Como é “gibiteca” em inglês!?... Enfim, o que quero dizer é: como o povo adora um anglicismo, talvez pondo um nome mais style, lhes despertem algum interesse em freqüentá-la, ou talvez, como eu acredito, o calo seja mais duro e a questão reflita na própria noção de cultura e sua absorção. Qual é o significado de “cultura” numa sociedade cada vez mais ávida e passiva por entretenimento?

Ultimamente, os principais usuários da gibiteca que eu vejo são os moradores de rua, bodes expiatórios, inclusive, no discurso de muitos para justificar a baixa freqüência dos “cidadãos de bens” na mesma. De fato, é desagradável quando um morador de rua fedendo a cachaça está sentado ao seu lado, ou demonstra alguma inconstância comportamental, meio agressiva. Eu mesmo já vi mães incomodadas tirando seus filhos da gibiteca por causa de coisas assim... Acontece, apesar da preocupação dos funcionários de retirar os indivíduos nesse estado. Contudo, no geral, o que eu testemunho são pessoas desfavorecidas, que vivem na rua e que encontram algum tipo de refúgio na gibiteca. Bebem aguinha no bebedouro, curtem um ar condicionado e lêem quadrinhos. Lêem, se distraem, e experimentam da catarse que a nona arte proporciona. Que bom alguém saber aproveitar aquele espaço.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Não adianta relinchar!

Está cada vez mais difícil ser otimista com o futuro político brasileiro. Desgosto. Essa última do aumento do salário dos parlamentares pelos próprios, de 61,83% foi foda! Mas o que dói mais é esse sentimento de impotência. Essa sensação de que não adianta relinchar, gritar ou bufar, porque o sentimento de insatisfação do povo não ecoa mais, nem sequer hipocritamente, naqueles que deveriam ser os porta-vozes ressonantes dessa insatisfação. Quanto mais o tempo passa, mais descarada fica a coisa. As pessoas até fazem protestos por aí, como vemos nos noticiários, mas geralmente são brandos e descontraídos, traços típicos de nossa gente. O povo se vale de sarcasmos e ironias buscando achincalhar o absurdo. Não funciona mais. O povo zomba dos políticos tentando ridicularizá-los, mas estes por sua vez, desdenham do povo e ignoram sua zombaria. E o abacaxi pútrido vai seguindo na marola social.

O Brasil hoje é uma imensa tribo de cidadãos antropófagos, sempre dispostos e ávidos para mordiscar o próximo. E nossos caciques são os mais vorazes.

Em meio as brumas, o que vejo é um farol, e desse farol o que vejo iluminar, é a uma guilhotina. Não é possível as coisas continuarem assim! Inevitavelmente, uma hora, a raiva do povo transbordará! É o esboço de uma revolução. Revolução moral e ética. E guilhotina a todos que dilapidam descaradamente o bem coletivo.

No blog de Gazy Andraus, um post trata do caso da Folha de São Paulo contra o blog “Falha de São Paulo”, daí lembrei de algo que me aconteceu por esses dias.
http://conscienciasesociedades.blogspot.com
Estava eu na casa de uma amiga que acabara de ganhar um cachorrinho. Ela precisava de um jornal qualquer para tentar educá-lo sobre onde fazer suas necessidades, mas como não havia nenhum por lá, saímos para comprar, ou se possível, arranjar um desses jornais gratuitos que distribuem por aí. Cheguei à banca e perguntei se havia algum jornal desses, de distribuição gratuita. O jornaleiro disse que não tinha porque o “Estadão” havia proibido. O quê!? Como assim!?... Estadão proibiu!?... Mas que absurdo louco é esse!?... Aí o jornaleiro reafirmou que por causa do Estadão, ele não podia ter na banca jornais de distribuição gratuita. A liberdade de imprensa no Brasil é relativa ao poder político e ecônomico que o grupo veiculante detém. Não me aprofundei no porquê da coisa com o jornaleiro, mas fiquei desagradavelmente surpreso. Tem algo de podre no reino da “Brasilândia”... Um vulto fétido se adensa aos poucos... Por fim, ela acabou comprando um Estadão mesmo, pois ao que se destinava, esse jornal serviria muito bem.

E o profeta Zarhroy, aquele que fora de foco tudo vê fez mais uma previsão. Em virtude do fracasso educacional, o uso da palmatória é retomado nas escolas de todo país como uma forma legítima dos alunos castigarem seus professores.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jeitinho dejetinho

Meio de luto pela eleição de Tiririca. Desgostoso com a discussão política brasileira. Não estimula nossa inteligência. Relativizam a verdade pela conveniência do momento e atropelam com bravatas torpes a racionalidade dos discursos.

charge feita nas eleições de 2006. 


Lula, a mascote do Brasil, é o grande mestre dessa prática. É o sacrossanto padroeiro do Jeitinho Brasileiro. É o cara! O grande messias exportador desse típico produto genuinamente brasileiro! “Israel e Palestina estão em conflito!? Que é isso?! Vamos deixar as desavenças de lado e dançar um sambinha!”... Quebrou-se a cara, mas não o Cara!... “O TSE está me dando uma multa!? Eles sabem com quem estão se metendo?! Eu sou o grande presidente desta pocilga! Dou risada desse ato institucional!”... “Mensalão?! Eu não sabia, mas quem não faz!?”.

E como o povo reage a isso?! Ora, o povo se reconhece! Reconhece o “jeitinho” como parte da cultura de seu dia-a-dia. E Lula é do povo, então é normal que ele haja assim!... Aos companheiros, o que quiserem, aos outros, o que a lei permitir. Isso é o normal na cultura brasileira. Quem não daria um jeitinho pra ajudar ou favorecer um amigo, ou companheiro? Somos cordiais, como já explicou Sérgio Buarque de Holanda... As leis e as normas são meras imposições desagradáveis que o Estado nos inflige, então vamos todos passar por cima delas!... Vamos galera! Todos juntos burlando todas as leis, e de mãos dadas gritando: Viva o Brasil! Pentacampeão mundial de futebol!!
Também de 2006.

O jeitinho brasileiro está na raiz cultural da nação como uma forma criativa e legítima das camadas menos favorecidas da população de lidar com as leis impostas por uma elite dominante e coerciva. No entanto, A superestimação dessa cultura, segundo vejo, representa o grande mal do país hoje, justamente por supervalorizar a esperteza e a malandragem em detrimento da honestidade e do respeito às instituições. Honesto no Brasil é otário. A sociedade hoje nos estimula para a desonestidade. E para mim, a grande decepção que tive com o governo do PT foi de praticamente ver a institucionalização do jeitinho Brasileiro na esfera pública.

E com Serra seria diferente?... Não muito. A diferença é que o grupo que Serra representa reconhece melhor a importância da hipocrisia na vida social brasileira. Sabe que o lugar do jeitinho é na obscuridade dos bastidores e não sob os holofotes do palco principal. Em outras palavras, sabem esconder melhor a sujeira embaixo do tapete. Ainda mais por não terem uma imprensa empresarial panfletando freneticamente contra eles.

O que se vê na discussão política de hoje é a cordialidade inflamada que o já citado Sérgio Buarque se refere. Não a cordialidade no sentido de gentileza, mas sim, a derivada do termo em latim, cordis, coração, emoção. Emoção em prejuízo da razão é o que se vê nos palanques. A ignorância é tanta que daqui a pouco estarão dizendo por aí, que além de religião e futebol, política também não se discute.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eleição pavloviana


No Brasil, os políticos buscam votos pelo condicionamento dos eleitores, e não pelo esclarecimento. São muitos os candidatos na prateleira do horário eleitoral, que embalados pelos “marqueteiros”, buscam se destacar na memória e cair na lembrança do consumidor, ou melhor, do eleitor. Condicionamento Pavloviano, tosco e bizarro. Utilizam artifícios medíocres para se fixarem nas mentes dos eleitores e serem lembrados na hora do voto. No horário eleitoral o que se vê é um monte de mesma coisa: caras, sorrisos, jingles, e discursos clichês, ou quando não, vemos alguma excentricidade buscando se destacar dos demais apelando para alguma bizarrice. Tudo bem que devido ao tempo, o horário eleitoral na TV possui uma função de vitrine, um chamariz para o muito mais que o candidato teria a oferecer. O problema é que, cada vez mais, os candidatos soam apenas como a vitrine... E apenas vitrine...

Uma onda que já vinha crescendo de outras eleições, parece ter tomado proporções dantescas dessa vez. Celebridades “puxa-votos” estampando candidaturas e angariando eleitores para a legenda. Não que uma celebridade não possa se candidatar, o problema está na má-fé de como a utilizam. O pior é que muito babaca vota nesses candidatos como forma de protesto... “Ah!... Tá tudo uma merda, então vamos cagar de vez!”, e não percebem que ao fazerem isso, estão cagando também na cama que dormem, no prato que comem e na sociedade em que vivem.

Parece que se valendo desse espírito de insatisfação cívica, Tiririca escancara de vez e joga bosta no ventilador: “Vote em Tiririca, pior que tá não fica!”. Seria engraçado se as conseqüências não fossem sérias. O que os idiotas não sabem é que votando numa praga dessas, acaba-se aumentando o quoeficiente eleitoral da legenda, que por sua vez, aumenta as chances de um outro candidato que recebeu poucos ou pouquíssimos votos se eleger. Talvez o caso mais emblemático tenha sido o de Enéas Carneiro, eleito a deputado em 2006 com o maior número de votos da história brasileira, e que acabou levando consigo, grudado em sua cauda, cinco carrapatos, digo, candidatos com votações pífias.

A maior parte desse problema se deve, sobretudo, a ignorância e estupidez dos eleitores brasileiros, no entanto, poderia ser amenizada com o fim do voto proporcional e mais ainda, com o fim do voto obrigatório, pois assim, os imbecis que votam nesses trastes, no dia da eleição, optariam em ir para praia tomar cerveja e reclamar da vida dizendo que “político é tudo ladrão”...

E pra aliviar um pouco... Andei lendo uns cartuns do Nani esses dias... Maravilhosamente ridículo! Tosco, grotesco, excelente. Um tipo de cartum em vias de extinção, né?! ou não?...

- Não sei dançar, cantar, pintar, ou escrever... Mas sei falar inglês fluentemente...
- Legal... Vá dar a bunda pro tio Sam!

E recebi um sms do profeta Zarhroy, aquele que fora de foco tudo vê, dizendo que o futuro presidente do Brasil não será a Dilma nem o Serra, mas sim, o Michel Temer!... Não entendi o que ele quis dizer...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Desmordaça



Liberado humor com políticos nessa eleição! Numa ilha de sensatez desse imenso oceano de incongruências chamado Brasil, o ministro Carlos Ayres Brito, do STF lançou liminar “desamordaçando” os humoristas em relação aos candidatos nessa eleição. Resumindo, ele quis dizer que qualquer bronca a respeito disso deve ser tratada pela Justiça após a exibição do feito humorístico. Logo, quem possui bons advogados pode se sentir um pouco mais seguro pra dizer o que quiser, mas quem não tem, que reze para ter razão e ser ouvido por um juiz sensato, caso venha a ser processado.

Conversando com alguns chargistas, percebo que existe sim um tipo de censura no país, principalmente nos pequenos e médios veículos de comunicação. É uma espécie de autocensura dos impressos que o fazem por medo. Não o medo de ser empastelado por questões políticas ou ideológicas, mas sim, o medo de ser processado e tomar prejuízo monetário. É uma censura jurídico-financeira que inibe as charges mais ásperas e deixa o humor alcalino. Hoje, o bobo que erra no tom da piada não corre o risco de ser decapitado ou torturado; ele é infligido no ponto onde mais nos dói nessa sociedade “bárbaro-capitalista”, que é o bolso.

domingo, 15 de agosto de 2010

Justiça sem graça


A justiça deixará a eleição sem graça?

A minirreforma eleitoral criou restrições que impedem satirizar os candidatos na TV. Mais precisamente, essa desagradável nódoa se dá no segundo parágrafo do artigo 45 da lei 9.504/97 que veda a possibilidade de “usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito”. Ou seja, nada de colocar “chifrinho” em foto de candidato. Agora, usar o Photoshop para manipular imagem e deixar o candidato mais simpático nas fotografias dos santinhos, pode.

A política é uma coisa muito séria, por isso mesmo o humor é importante. Na caricatura dos fatos o humor realça e escancara o âmago da coisa, de uma maneira clara, precisa e o melhor de tudo, engraçada; o que colabora para uma maior assimilação e compreensão da informação satirizada. O humor político aproxima os cidadãos comuns da vida pública, levando-os, se não a uma participação ativa na sociedade, ao menos, a uma maior conscientização sobre as questões sociais. O que só ajuda e fortalece a democracia.

Embora o TSE não tenha sido o responsável pela restrição do humor sobre os candidatos na TV, a Justiça atua como o carrasco que pune o infrator. Pois é esse o papel da Justiça: garantir que as leis sejam cumpridas. O “mandante” da ordem seria, portanto, o próprio pressuposto da lei, que por sua vez segue o que foi aprovado pelo poder legislativo.

Essa lei já existe desde 1997, mas só em setembro do ano passado, durante a minirreforma eleitoral é que o polêmico parágrafo foi acrescido. Até então não se tinha definido o entendimento do que seria trucagem e montagem audiovisual e nem de que forma elas estariam vedadas. Esse substitutivo foi apresentado pelo deputado do PCdoB-MA Flávio Dino visando por objetivo, evitar que os candidatos fossem ridicularizados de maneira prejudicial e também, evitar que nas disputas eleitorais, em especial nas disputas locais, políticos donos de rádios e emissoras de TV, as utilizassem para denegrir os adversários.

É fácil cair no discurso rápido de que se restringiu alguma coisa, se trata de censura. Sim, é censura, mas veja bem, a lei veda apenas trucagens e montagens que degradem e ridicularizem os candidatos. Por si só, isso não impede que se façam piadas com os políticos; apenas força que o humor seja mais inteligente. O próximo ponto seria, portanto, definir o que é ridicularizar ou não os candidatos. A princípio parece uma questão difícil, mas em teoria pelo menos, não é, pois, bastaria para isso saber separar a pessoa pública do político de sua pessoa particular. Talvez coubesse à lei, mais um parágrafo a esse respeito.

Quando um sujeito concorre a um cargo público, parte de sua vida se torna pública também. E quem entra numa batalha deve estar disposto a aturar as amarguras do combate. Supondo que um candidato venha a apresentar uma idéia ou um argumento considerado esdrúxulo, numa democracia real e livre, eu estaria em pleno direito de me expressar comicamente esculhambando tal idéia, pois aí, eu estaria me dirigindo à pessoa pública do candidato, apresentando minha opinião de uma maneira sarcástica. Agora, se parto para fazer humor me valendo de aspectos privados e particulares da vida dos políticos, que nada têm a ver com sua vida pública, estou dando direito a ele de se sentir degradado ou ofendido. Até nos combates de vale-tudo não se pode enfiar dedos nos olhos ou dar porrada nas genitálias, então seria justo evitar golpes sujos no humor também, como fazer piada gratuita sobre os aspectos físicos e pessoais dos candidatos, ou qualquer outra coisa do gênero. Claro que eu digo isso me referindo a fineza do humor dito inteligente, visto que existem outras formas de manifestações humorísticas que, em princípio, não estão nem aí para essas questões, tais como o humor escatológico, humor negro, pastelão... Mas a fim desta discussão, vale lembrar que o direito de um termina quando o do outro começa.

Um exemplo do que eu quero dizer se refere ao José Serra, coitado... Verdadeira vítima de bullying devido a sua vasta cabeleira ausente e pitorescos dotes físicos. Faz-se piada a todo o momento sobre sua aparência física, comparando-o a personagens como Drácula, Mr. Burns dos Simpsons, Tio Chico da Família Adams... Nada ligado às realizações ou negligências de sua vida pública, coisa que só empobrece o humor e sua real importância social.

Liberdade sem responsabilidade é vadiagem. Pode ser bom para um indivíduo, mas péssimo se em toda sociedade. Sobre seus pontos de vistas, o brasileiro muito sabe e pouco entende. É muita convicção e pouca razão. Gente! Pensar não é cagar, que já nascemos sabendo. O pensar é um processo ativo que a raça humana se esmerou em aprender e desenvolver, mas a julgar pelo nível das discussões políticas no Brasil, acho que estamos precisando reaprender! (não me excluo desse bolo)

Hoje, a liberdade de expressão não está ameaçada por questões ideológicas, mas sim, pelas eventuais custas processuais que venhamos a ter. Quero ver quem terá coragem de se arriscar a tomar uma multa que varia de vinte mil a cem mil reais! Que são, justamente, os valores estipulados por essa lei.

E pensando bem, até o ato de cagar requer certo apreço para ser bem executado. Algo que precisou ser aprendido e desenvolvido pelos seres humanos. Desaprender a pensar ainda vai... Agora, sinceramente, desejo que o mundo acabe antes do homem desaprender a cagar.

sábado, 3 de julho de 2010

Tenta, tenta, tenta... Mas continua penta!



É PENTA!!! É PENTA!!! BRASIL É PENTA, GALERA!!!

Tá bom, tá bom... não conforta, eu sei... O momento agora é de união. O povo brasileiro precisa se unir pra encontrar o bode expiatório e culpar por essa derrota! É Dunga?! Júlio César?! Felipe Melo?! Mick Jagger?! A jabulani?! Presidente Lula?!... Ou o tão citado e valorizado "grupo"?!... É, talvez fosse justo execrar o grupo como um todo!... Mas sinceramente, pra mim, o encosto veio mesmo foi daquela jabulani com a voz de Cid Moreira que tava passando na globo! Vixe!

Agora é torcer pro mundo não acabar em 2012 pro Brasil tentar o hexa em casa! (isso se os abutres de plantão não comerem as verbas destinadas à construção dos estádios)

Com essa era hexa, Brasil!

Obs.: Quer consolo melhor do que ver a Argentina tomando de QUATRO?...

Obs. 2: E não é que Mick Jagger torceu pra Argentina!!... hahahahahahahhaha!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Trabalhos Sedentários


Trabalhos não selecinados no Medplan... O tema era sedentarismo... Primeira investida com aquarela...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Breve divagação chargistica

Algumas charges que fiz ultimamente...


Sobre a quebra da patente do Viagra. Fiz assim que saiu a notícia, só que eu havia feito com pressa e acabei sentindo, numa primeira versão realizada, que o trabalho havia ficado mais com um aspecto de ilustração do que charge, daí refiz nessa segunda versão... Isso me levou e refletir um pouco sobre essa tênue linha subjetiva que separa esses dois conceitos, ainda mais depois de ler o edital do concurso de ilustrações da Folha de São Paulo. Nele, quatro categorias: Cartum, charge, quadrinhos e ilustração... ok! Lida algumas exigências comuns e necessárias a concursos, me deparei com uma que me causou estranheza. Era preciso que atrás das ilustrações e das charges houvesse referência ao texto das quais foram inspiradas. Ok, no caso das ilustrações tudo bem, pois em princípio, segundo entendo, a ilustração surge como isso mesmo, complemento ou suplemento de um texto já existente. Mas a charge... A charge não! A charge é autônoma! Não precisa estar vinculada a texto nenhum, mas sim, aos fatos em si! Acredito que num jornal, a charge tem (ou deveria ter) o mesmo valor ou peso de um artigo, ou será que estou enganado? Compreendo que antes de tudo o chargista seja um comunicador, um formador de opinião, ora mais contundente, ora mais suave e “ilustrativo”, mas sempre, um cara para quem, o que se diz vem a ser mais relevante do que a maneira como se diz, ao contrário do ilustrador, a quem o principal foco de seu trabalho se dá na melhor forma de expressar aquilo que o texto quer dizer. Dessa maneira, imagino que as premissas para a criação de uma ilustração seguiriam a seguinte ordem de importância: composição>arte final>mensagem (pois a mensagem principal fica por conta do texto), enquanto que na charge a ordem seria: mensagem>composição>arte final... Digo isso num sentido de conceito ideal: charge, e conceito ideal: ilustração... Óbvio que para deixar mais claro o que quero dizer, eu deveria explicar o que entendo por mensagem, composição, e arte final e o porquê dessa ordem, blablablá... Mas tô com preguiça... Torcendo para que essa ideia seja intuitivamente captada por quem se interessar, se é que há algum sentido nela...
Enfim, Como eu já disse, a linha é tênue e subjetiva, e qualquer divagação sobre o assunto que venho a tecer por aqui, possui um caráter meramente reflexivo e explanatório. Além disso, uso essa lógica mais para entendimento pessoal do que qualquer outra coisa, já que na prática, ela não tem relevância alguma!! Cartum, charge, ilustração, quadrinhos, design, graffiti, artes plásticas... Hoje em dia as fronteiras das artes visuais estão abertas e bem permeáveis, com suas vertentes se infiltrando mutuamente. O importante é que no final, o trabalho fique bom e agrade ao público (entenda: Consumidores).
Ainda assim, sinto hoje em dia, uma certa subvalorização da charge como elemento comunicativo na cabeça das pessoas... Quase como se a charge tivesse apenas o papel de decorar a página do editorial, ou de entreter o leitor e não mais o de levá-lo a um entendimento crítico real acerca de algo. Imagino que nos grandes jornais a compreensão seja outra, além de termos grandes chargistas por aí que enfiam mesmo o dedo na pereba! Mas no geral, é essa a impressão que tenho, principalmente quando olho para as pequenas e médias publicações Brasil afora... É tudo muito brando... Polêmicas afugentam clientes?! Deve ser... Na acomodada sociedade brasileira de hoje, tudo estará certo se parecer que está certo, então pra quê refletir, né?


Charge sobre o aguaceiro que caiu no Rio de Janeiro. Impotência nada redentora.


Os presos provisórios e jovens cumprindo medidas sócio-educativas poderão votar em 2010... E dizem que já vazou na internet um jingle pra campanha, de autoria desconhecida que seria mais ou menos assim: “Irmão que vota em irmão, melhora a vida na prisão! Vote 1533 e apague um alemão!” (imagine isso em forma de uma musiquinha beeem chata... funk, talvez).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Peroba é com Arruda


Querendo, o óleo de peroba já tem um garoto-propaganda perfeito, lá, governando Brasília... E até poderiam criar uma nova linha do produto: óleo de peroba com toque de arruda! Mas ao invés de afastar o olho-gordo, atrairia a mão-graúda! O cara é o cúmulo da cara-de-pau... Mentiu deslavadamente no episódio da quebra de sigilo do painel eletrônico do senado, na votação de cassação do ex-senador Luiz Estevão... Pediu desculpa... O povo desculpou. O cara se candidata a governador, paga propina, recebe propina... E ainda teve a pachorra de dizer que o maço de dinheiro recebido era para comprar panetone!!! Isso nem é achar que o povo brasileiro seja idiota. É ter certeza! E depois de todo esse escândalo, ele diz que perdoa as pessoas que o criticam e pede perdão novamente ao povo!!... Se isso não é ser cara-de-pau, nada mais é!

O banditismo impera na política brasileira! Se Lampião estivesse vivo, estaria no Congresso Nacional...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Foda são os Outros


Uma coisa que eu detesto é quando estou numa fila qualquer, de supermercado ou de banco com uma pressa danada, louco pra sair logo de lá, ou fuzilar todo mundo no local, já prestes a ser atendido e o cidadão da frente fica remanchando em sua vez... Fica batendo papo, levando a mão à carteira em câmera lenta, analisando seus documentos ou seu dinheiro despreocupadamente, com todo tempo do mundo pela frente... E quando o atendente está no mesmo clima, então!... O que era demora vira uma era geológica... É extremamente irritante! Odeio!... Se tá de lerdeza, que vá adestrar bicho-preguiça, cacete!... Já outra coisa que também me irrita é quando acontece de eu estar tranqüilo numa fila, relaxado, sem pressa, e há alguém agoniado atrás de mim... Bufando, ansioso, tremulando a perna compulsivamente, resmungando sobre a demora da fila como se isso fosse fazer o tempo andar mais rápido... Daí chega minha vez, e fica aquela vibração ansiosa em minha nuca, me apressando; querendo que eu adiante logo e parta dali... É extremamente chato! Definitivamente. Se tá com pressa, que fique rico e vá a lugares que atendam clientes classe A, pô! Paciência!... Na minha vez tenho o direito de agir no tempo que me é natural... Vou te dizer, viu?! As outras pessoas são foda!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ano Novo, Chuva de Sempre...


Chegou 2010!!... Molhado e mau-humorado!... E se as chuvas continuarem a cair dessa maneira, o jeito vai ser "molhar" a mão de Noé e descolar uma vaguinha na Arca!...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mais de Arruda


Se Papai Noel fosse brasileiro, o Arruda aí da charge só precisaria aumentar um pouco mais a oferta...

domingo, 20 de dezembro de 2009

Hipócrentes

Nem vou comentar o absurdo dos deputados rezando após receberem a propina do governo Arruda. Nem o Casseta e Planeta bolaria algo tão ridículo ou grotesco. A cena serve para ilustrar o desvirtuamento que o pensamento cristão sofre na mente de muitos crentes hipócritas. Pessoas que vivem envoltas nas merdas que produzem e com discursos virtuosos e aromatizados, acreditam poder mascarar os odores putreos que suas almas emanam, aliviando com isso sua própria consciência. Que os bons cristãos não se ofendam com esse meu desabafo, mas o demônio possui inúmeras faces; muitas delas se escondem nas igrejas, e até pregam o evangelho. Contudo, seria justo salientar que as faces do demônio se escondem não só no cristianismo, mas também em todas as outras religiões, doutrinas, ideologias, ou formas do pensamento humano, pois Deus e o diabo estão em tudo que é produzido pelo homem. São o que há de melhor e pior em sua essência, porém, o que vem de Deus respeita; o que vem do diabo se impõe.

Quando a ignorância e a miséria se alastram, ratos e igrejas proliferam.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Fé de Arruda no Brasil


E cá, rezemos nós para que as preces dele não sejam atendidas...

domingo, 29 de novembro de 2009

O Sonho Dubai, Bye Bye?

Apanhados



Exposição na gibiteca de Santos, com alguns dos trabalhos que fiz desde que desci do pau-de-arara em São Paulo... Vá lá, vá!

sábado, 24 de outubro de 2009

Pragas de Pregagens

Não é de hoje que venho me atentando para a existência de algo que soa como uma espécie de censura politicamente correta, querendo se instalar no país, e de tempos em tempos, vemos na mídia exemplos de casos que levantam essa questão. Recentemente foi Danilo Gentili, uma das revelações do CQC quem quase parou na pira da inquisição do politicamente correto, acusado de heresia, digo, preconceito.

O preconceito existe no Brasil? Sim, existe. Qualquer pessoa com um mínimo de consciência social consegue perceber isso no dia-a-dia. Um tipo de poluição impregnando nosso meio ambiente. Pois, assim como existe a poluição ambiental, a poluição visual, a poluição sonora; existe também esse outro tipo de poluição que é a social, que se manifesta e se propaga através do preconceito, em particular, do preconceito racial. Uma praga social oriunda da putrefação dos valores coloniais e que persiste existindo em nossa sociedade contemporânea, se mostrando difícil de erradicar; apesar de todos os esforços e avanços conseguidos nessa direção.

Existe sim no Brasil um racismo envergonhado e dissimulado, que escorre murmurante da língua maldizente de alguns indivíduos idiossincrásicos. Logo, torna-se necessário que existam leis e até mesmo certo grau de ações afirmativas do estado, principalmente no “front” educativo, para coibir ações e pregações socialmente desagregantes e também, para tentar disseminar nas futuras gerações uma nova consciência social, mais evoluída e igualitária, compatível com as necessidades que a realidade do século XXI vem nos trazendo. Tais medidas são importantes para garantir que o racismo, se não exterminado, continue pelo menos assim, envergonhado de si por saber que a sociedade não o tolera.

No entanto, me incomoda enormemente a histeria e o frenesi com que, apressadamente, muitos paladinos da moral alheia julgam e condenam os “infiéis” da cartilha politicamente correta - Ele é racista! Disse algo que me ofendeu! Joga pedra! Enforca! Manda pra guilhotina! Queima! Processa! - Pois, uma coisa é você dizer que fulano proferiu algo racista, outra, é você afirmar que tal pessoa é racista por ter feito alguma observação ou colocação de caráter subjetivo, que pode ter sido preconceituoso, mas que também pode ter sido mal interpretado. Não se pode definir um artista julgando apenas uma obra.

O preconceito é fruto da ignorância, e não se acaba com a ignorância se valendo de atitudes ignorantes, da mesma forma que não se apaga uma fogueira atirando-lhe lenha. Se o objetivo real da sociedade é a igualdade, o correto, portanto, seria parar de frisar nossas diferenças e realçar, valorizando, o que todos nós, seres humanos, temos em comum, independente da cultura, etnia, credo, nação ou tom de pele, e que consiste, justamente, na vida. E é aí que o humor se torna algo valioso, ou dependendo da ótica, maldito.



O humor é um recurso que serve como válvula de escape para a pressão que, em geral, a vida exerce sobre nós, seres humanos nascidos e viventes. O humor se vale de vários artifícios, e ao longo da história da humanidade vem assumindo diferentes formas e particularidades no ato de se expressar, de acordo com a cultura e época. Hoje, podemos dizer que vivemos num mundo pluricultural, na chamada aldeia global, onde se abriga a mais variada gama de indivíduos, todos querendo seu espaço ao sol. Nesse cenário, o humor se ramifica e assume diversas formas na tentativa de agradar os diversos gostos. E é nessa pluralidade que algumas idéias se chocam, e muitas vezes, a ignorância se manifesta.

No caso de Danilo Gentili, eu compreendo que ele tenha lançado uma piada com um tipo de pensamento em mente, no entanto, a piada soou e deu margem a outro tipo de interpretação, e o que deveria ter se restringido apenas a questão de bom gosto ou mau gosto, seguiu-se dentro e fora da internet tomando uma proporção desmedida, por quererem execrar Danilo Gentili como racista. No entanto, vale citar que o Ministério Público já arquivou o assunto por considerar não ter havido uma prática criminosa que demandasse medidas de um órgão federal.

O comentário que desencadeou a discussão, consistia em fazer uma comparação entre King Kong e os jogadores de futebol, que após ficarem famosos, logo tratariam de “pegar” uma loira. Como a maioria dos jogadores brasileiros nessa condição tem o tom de pele escuro, se fez a associação de que Danilo Gentili teria chamado os negros de macaco o que, pelo comentário em si, não fica evidente, embora sugestivo. No entanto, no comentário seguinte dele no Twitter, e aqui eu transcrevo, “Alguém pode me dar 1 explicação razoável pq posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa mas nunca um negro de macaco?” dá a entender que ele realmente fez a associação entre negros e macacos. Ainda assim, eu não enquadraria Danilo Gentili como racista porque, segundo entendi das explicações que ele deu posteriormente, o humorista não faz a comparação no sentido de dizer que os negros estariam atrasados na escala evolutiva e que seriam, portanto, inferiores aos brancos. Ele apenas teria comparado a cor da pele negra à cor da pelagem comum em muitos macacos. E é justamente nesse ponto, creio eu, pelo uso da terminologia “macaco”, que o nó aperta e a comunicação falha.

Numa sociedade ideal, onde as discussões teriam a função de levar as pessoas a um entendimento comum, e não a de tentar impor aos outros seu ponto de vista preconcebido, coisa extremamente difícil de se ver nesse Brasil maniqueísta, o episódio deveria ter se dado, mais ou menos, da seguinte maneira: Gentili faz seu comentário. Pessoas se ofendem e vão tirar satisfação – Sr. Danilo, o que o senhor quis dizer nessa comparação? Por acaso você quis insinuar que os negros são intelectualmente inferiores aos brancos, que jogam bosta nas pessoas no zoológico, ou que catam piolho uns dos outros para comer?! – Por sua vez, Gentili diria – Não, claro que não, apenas comparei a cor dos macacos ao tom de pele dos negros, e a comparação parou por aí. Longe de mim querer ofender! – e os ofendidos continuariam – Ah!... Tudo bem, então. Mas saiba que você foi muito infeliz nessa comparação, pois, mesmo sem querer, você acabou colaborando para disseminação do racismo, visto que a palavra “macaco” já trás enraizada consigo uma herança cultural preconceituosa muito forte. E mesmo que você a utilize numa outra conceituação, a carga negativa por ela transmitida, mesmo que você não note, se faz sentir por aqueles que sofrem com o preconceito no dia-a-dia. Por isso pedimos para evitá-la. – Diante dessa observação, acredito que Danilo Gentili pediria desculpas, reconheceria ter se valido de uma palavra inadequada, o ponto central da confusão seria esclarecido e, conseqüentemente, nenhum humorista precisaria ser tão apedrejado na internet.

Como dito, a palavra “macaco” se mostra indevida e imprecisa para ser utilizada na comparação pretendida por Gentili, porque, além do que foi dito acima, ela abarca em seu sentido, todas as espécies de símios existentes, que por sua vez, exibem uma variação muito grande de cores na pelagem de seus indivíduos, e não só o tom negro. Então, seguindo essa lógica de raciocínio, seria preciso especificar a espécie para a comparação, símios de pêlo escuro para os negros, os de pelagem branca amarelada encardida como gibão e babuíno para os indivíduos brancos e pardos, e o orangotango para os ruivos. Pronto! Todo mundo sacaneado, em especial, os macacos! O problema agora estaria por conta dos ativistas do direito animal.

Por fim, desprezo o racismo e, particularmente, não sinto mais graça em humor que apela para as diferenças, porém, não me considero senhor das virtudes para dizer o que deve ser considerado engraçado ou não, pelas pessoas, embora eu creia que os excessos devam ser polidos. Mas temo por uma sociedade humoristicamente asséptica e radicalmente ignorante.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Breve Portfolio (balaio de trampos)

Alguns trabalhos que fiz nas últimas semanas... Sem muito saco para escrever, e lamentando por isso.

E o tolo títere se sacrificou em demasia; se desgastou, e desgostoso, não teve ânimo para aproveitar a recompensa. Tinha como titereiros Apolo e Dionísio que o dividiam; altercavam e se alternavam na manipulação do teatro que era sua vida.















Vai tudo bagunçado mesmo!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

zine

Muito tempo fora... Vida social em stand by... E feito o fanzine. Carrancudo... Na verdade, feito desde Março deste ano... Finalmente! Depois de um período de gestação de vários séculos!... O mais difícil foi conseguir imprimir... Toda hora uma enrolação, uma atrapalhação... e não sei o quê com as gráficas... mas enfim, tá pronto. Esse zine, basicamente, se trata de um apanhado de trabalhos meus que jaziam sem finalidade; tiras, ilustrações e alguns textículos... Ajuntados num balaio de páginas.


E no transcepto de seu pequeno burgo, grita o médio citadino: Pegaram o ladrão?!... Porrada nele!... Bate! Espaca! Vagabundo tem mais é que apanhar mesmo! Quebra ele todo!! O quê, como assim!? O ladrão é meu filho!? PÁRA!!! PÁRA!! CADÊ OS DIREITOS HUMANOS!?!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Maio de Maia


Maio... Mês da mulherada... mães, noivas e Nossa Senhora... E não por acaso. Diz-se que a palavra “maio” vem de Maiestra, antiga deusa romana associada à imagem de Dona Dea, deusa da fertilidade e abundância, ou que então faria referência à Maia, deusa das flores e jardins... que era homenageada pelos antigos romanos na primavera... lá pelo mês de maio, em rituais repletos de flores e danças, onde as mulheres dominavam o pedaço e iam tudo sem calcinha... mas os homens, em geral, não podiam participar (que merda, hein?)... Não deviam ser tão legais quanto os rituais oferecidos à Dionísio... hehehe

Em maio também ocorreu a Virada Cultural aqui em São Paulo, e sinceramente não sei por que o governo ainda gasta um monte de dinheiro no cachê dos artistas... Bastaria espalhar umas caixas de som por aí e a policia fazer vista grossa pro uso de droga que o povo se divertiria do mesmo jeito... (exagero à parte, hein gente?!)

Ilustrações feitas a pedido de uma tia para um texto seu sobre maternidade e política... Não era pra ter um caráter crítico e tal... ficou mais com cara de charge.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Perdido, Mas Farejando...


A mudança é inevitável; não depende de nossa vontade.
Estamos sempre em mutação, querendo ou não.

O que vale é tentar entender se tais mudanças nos direcionam à nossa felicidade.
Só que primeiro, seria preciso descobrir onde nossa felicidade se encontra.

Presumindo, é claro, que ninguém queira ser infeliz.
Que se assim o são, o são por não conseguirem não ser.

A felicidade seria algo que cairia por sorte em nossas vidas, ou seria algo que produziríamos com nosso próprio esforço?

Quem está conformado com sua vida não se preocupa em melhorá-la.
Acomodado, não se interessa por revoluções e sacrifícios.

Mas a maré está sempre em movimento.
Com a correnteza nos carregando. Mudando-nos constantemente.

Quem fica parado morre esturricado.
E quem fica a mercê da gravidade, acaba puxado para baixo.

Portanto, a verdadeira felicidade seria algo que se conquista e não que se ganha.

Quem brinca de ser feliz deixa de ser feliz com o fim da brincadeira.
Assim como o menino que brinca de soldado, não mais o é quando a brincadeira acaba.

Pura ilusão, fantasia... Momentos de alegria, apenas.
Euforia, entusiasmo, contentamento, júbilo. Efemeridade.

Uma evasão da realidade. Útil. Saudável.
Mas para muitos, vira uma fuga alienada da incompreendida existência.

Vã tentativa de escapar de suas aflições ignorando sua consciência.
Só que é impossível fugir de si mesmo. Você sempre estará consigo.

E como seria a felicidade então?
Só quem realmente a sente, sabe como é.

Talvez esteja apenas em conseguir o que se quer, e querer o que se consegue. Talvez.

Sei da infelicidade.
Sei que está em tudo que tira a liberdade, a independência e a individualidade do ser.

Está em tudo que se vincula à fraqueza do espírito humano e o ilude.
Está no desejo que obscurece a razão e no raciocínio que sufoca o sentimento.

Está na ignorância da Verdade.

A mudança é inevitável. Que seja para cima, então.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Deus Mercado, o bipolar


Essa gangorra financeira mundial ta foda!... Até anteontem lia-se notícia afora... “Pânico na Bovespa”; corri pra fazer uma chargezinha a respeito, mas fiquei com preguiça de postar na hora... “Tudo bem”, pensei... “Amanhã eu posto”... daí, ontem, dia 13, leio a manchete: “Proteção a bancos dita maior alta diária da Bovespa desde 1999”... Pô! Perdi o momento da charge!! Só tô postando pra não ficar o trabalho em vão, porém, me senti obrigado a fazer outra (vagabundinha por sinal), apenas pro blog ficar um pouco mais atualizado... A situação da crise melhorou porque os governos do mundo “civilizado” se uniram numa espécie de cruzada financeira, com o intuito de ajudar seus sacerdotes dos cifrões na tentativa de apaziguar o Todo Poderoso Deus-Monstro Mercado, exercendo assim, um verdadeiro samba do crioulo doido de regates aos bancos. Parece que a ação funcionou bem, como viagra ao levantar o ânimo dos investidores!... Só espero que essa euforia perdure e que esse deus mimado e bipolar se dê por satisfeito por mais algum tempo, não sendo preciso fazer mais nenhum sacrifício monetário.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Bolsa Rasgada

Parando de olhar pro umbigo, e visando o mundo novamente... Mas não tão atento quanto deveria...

A situação tá séria, hein?!! Um verdadeiro tsunami na relativa bonança do mercado mundial!... É quase um "29" novamente!... Só espero que essa crise se resolva logo, antes que o Brasil precise queimar seus estoques de café!!! Ficar sem o cafezinho vai ser foda.
E é engraçado como até agora Bush não tenha culpado Bin Laden ou o Irã pela crise! A cúpula dele deve estar se sentindo perdidinha sem ter um bode-expiatório pra tacar bomba...
Os verdadeiros terroristas desta vez foram os ricos especuladores de Wall Street... Ou será que Bin Laden realmente está por trás do calote no mercado imobiliário estadunidense? Hm... Sempre em setembro, hein?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Só Pra Constar

Magma é o sentimento; a crosta, nossa máscara. Pressão constante, instabilidade, e na rachadura surge o vulcão... Que grita aquilo que não conseguimos mais conter.

E pra quê procurar sentido, se já temos seis?

Hein?!....

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Carrancando

Admiro as carrancas.
Indiferentes e fanfarronas.
Impávidas e zombeteiras.
Sabem como encarar bem a vida.

Existe uma cultura no rio São Francisco, ou pelo menos existia, dos barcos que lá navegam carregarem em sua proa uma carranca de madeira que, segundo alguns, possuiria o atributo mágico de afugentar os maus espíritos e liberar os caminhos para uma boa travessia... Gosto dessa imagem. Há um tempo atrás resolvi colocar uma carranca na face... E sim, a vida fluiu legal... Porém, como vivo em paradoxos, resolvi pôr em xeque essa minha certeza e deixar a carranca de lado por uns tempos... E não é que o revés veio com tudo?!... E engraçado como vem sempre com cara de mulher... Odeio máscaras, embora viva de baile em baile... Uma máscara bem feita sempre instiga minha curiosidade... Só que daí, eu me aproximo demais... Pronto! Sou tragado pela gravidade... Caio esgotado no chão com o fim da miragem, me perguntando quando surgirá a seguinte... Pois sim, embora miragem, a esperança é sincera... Foda mesmo é o fim da esperança... E o que fica no lugar quando a esperança vai embora?... Seria o fim de tudo, não?... Acho que no fim de tudo só o que resta é o recomeço... Ponho a carranca na cara novamente.

Não, não lamento... Tentativa e erro, assim escolhi... Ser cobaia e cientista de mim mesmo, observando em terceira pessoa, sentindo em primeira; tentando provar minha tese que ainda nem sequer concebi... Buscando encontrar seja lá o que for... Mas desejando que seja verdadeiro.

E certo é Zeca Bronha, que dança lambada ouvindo jazz e ri de si mesmo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Menor Problema, Maior Problema

E depois de um tempo conversando, o jovem fala para a assistente social. Mas senhora, o que posso fazer? Se eu estou mal vestido, meio bagunçado e me aproximo de alguém pra pedir informação, acham que estou pedindo esmola; se estou arrumado e chego perto, acham que vou assaltar. As pessoas não ligam. A assistente fica sem argumentos, um frio lhe percorre o interior do corpo; sente temor de que seus olhos denunciem sua vergonha, afinal, na rua, ela mesma tende a prejulgar dessa maneira.

E ao tomar seu chazinho especial, o profeta Zarhroy, aquele que fora de foco tudo vê, teve uma visão... A Polícia Militar, buscando melhorar sua imagem ante a população, parte às escolas a fim de ministrar palestras sobre cidadania e valores sociais, tentando resgatar nos jovens o respeito às instituições e ao Estado Brasileiro. Numa escola do ensino fundamental situada numa periferia de São Paulo, porém, eles não conseguem. São recebidos à bala pelos estudantes.

domingo, 13 de abril de 2008

Desinteligência Artificial

Já dizia um professor meu que o computador é tão inteligente quanto um martelo. Concordo, o computador é burro! E dá uma raiva da zorra quando ele empaca. Não importa se a máquina é boa, nova, ou sei lá... Se o bicho quiser, vai lhe sacanear... e não raro, nos momentos em que você mais precisa dele! Definitivamente, um martelo é mais confiável... (não na mão de um psicopata, claro!)

É foda! Você tá no meio de um projeto importante e o bagulho dá pau, você perde tudo... E, como mero usuário leigo em programação, você não pode fazer nada, a não ser chorar!... Não dá pra xingar, gritar, bater ou cuspir no culpado, pois não há culpado! É só o computador escroto em sua rotina escrota... E não adianta estrangulá-lo ou quebrá-lo, por mais tentador que seja o desejo... Você só aumentaria seu prejuízo... O que lhe resta a fazer é bufar e praguejar contra Bill Gates e sua trupe da Microsoft (ou o pessoal da Apple pra quem usa o MAC)... Mas isso não resolve!... não sana sua fúria... Afinal, eles nem sequer dão conta de sua existência!... O que de fato acaba sobrando mesmo é você, sua raiva não canalizada e um computador burro e insensível ao seu problema... Foda!

Não vejo a hora de inventarem logo esse lance de inteligência artificial... Aí sim vou poder xingar meu computador a vontade e o sacana vai me entender!... E quando inventarem o “sentimento artificial”, então?!... Ah... o bichinho vai levar tanta porrada... Que é pra sentir mesmo a porra!... pra pensar duas vezes antes de resolver travar comigo!

Enquanto isso não acontece, o jeito é continuar obedecendo a esse meu “servo”... Pois sim, a sociedade humana está tão dependente do computador que logo, este, de servo será senhor. O homem está virando um rei mimado que não consegue fazer nada sem a ajuda de seus pajens...

E o profeta Zarhroy, aquele que fora de foco tudo vê, fez uma previsão dirigida principalmente à galera do design... Daqui a alguns anos a Adobe vai lançar um novo programa. Será o Adobe Mega Power Plus Ninja, e se tratará da junção de todos os outros programas da Adobe voltado ao design... Nele será possível trabalhar desde criação vetorial, passando pelo tratamento de imagens, diagramação, animação e criação de site... sem falar em modelação em 3D... Segundo o profeta, será um super programa que revolucionará o mercado gráfico mundial e pirará o cabeção de muita gente... Será?