terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eleição pavloviana


No Brasil, os políticos buscam votos pelo condicionamento dos eleitores, e não pelo esclarecimento. São muitos os candidatos na prateleira do horário eleitoral, que embalados pelos “marqueteiros”, buscam se destacar na memória e cair na lembrança do consumidor, ou melhor, do eleitor. Condicionamento Pavloviano, tosco e bizarro. Utilizam artifícios medíocres para se fixarem nas mentes dos eleitores e serem lembrados na hora do voto. No horário eleitoral o que se vê é um monte de mesma coisa: caras, sorrisos, jingles, e discursos clichês, ou quando não, vemos alguma excentricidade buscando se destacar dos demais apelando para alguma bizarrice. Tudo bem que devido ao tempo, o horário eleitoral na TV possui uma função de vitrine, um chamariz para o muito mais que o candidato teria a oferecer. O problema é que, cada vez mais, os candidatos soam apenas como a vitrine... E apenas vitrine...

Uma onda que já vinha crescendo de outras eleições, parece ter tomado proporções dantescas dessa vez. Celebridades “puxa-votos” estampando candidaturas e angariando eleitores para a legenda. Não que uma celebridade não possa se candidatar, o problema está na má-fé de como a utilizam. O pior é que muito babaca vota nesses candidatos como forma de protesto... “Ah!... Tá tudo uma merda, então vamos cagar de vez!”, e não percebem que ao fazerem isso, estão cagando também na cama que dormem, no prato que comem e na sociedade em que vivem.

Parece que se valendo desse espírito de insatisfação cívica, Tiririca escancara de vez e joga bosta no ventilador: “Vote em Tiririca, pior que tá não fica!”. Seria engraçado se as conseqüências não fossem sérias. O que os idiotas não sabem é que votando numa praga dessas, acaba-se aumentando o quoeficiente eleitoral da legenda, que por sua vez, aumenta as chances de um outro candidato que recebeu poucos ou pouquíssimos votos se eleger. Talvez o caso mais emblemático tenha sido o de Enéas Carneiro, eleito a deputado em 2006 com o maior número de votos da história brasileira, e que acabou levando consigo, grudado em sua cauda, cinco carrapatos, digo, candidatos com votações pífias.

A maior parte desse problema se deve, sobretudo, a ignorância e estupidez dos eleitores brasileiros, no entanto, poderia ser amenizada com o fim do voto proporcional e mais ainda, com o fim do voto obrigatório, pois assim, os imbecis que votam nesses trastes, no dia da eleição, optariam em ir para praia tomar cerveja e reclamar da vida dizendo que “político é tudo ladrão”...

E pra aliviar um pouco... Andei lendo uns cartuns do Nani esses dias... Maravilhosamente ridículo! Tosco, grotesco, excelente. Um tipo de cartum em vias de extinção, né?! ou não?...

- Não sei dançar, cantar, pintar, ou escrever... Mas sei falar inglês fluentemente...
- Legal... Vá dar a bunda pro tio Sam!

E recebi um sms do profeta Zarhroy, aquele que fora de foco tudo vê, dizendo que o futuro presidente do Brasil não será a Dilma nem o Serra, mas sim, o Michel Temer!... Não entendi o que ele quis dizer...

3 comentários:

Thales Fernando disse...

Igor, preciso falar com você, entre em contato comigo pelo facebook! Abraço!

Anônimo disse...

TÁ VENDO ACERTOU!! ENTENDEU? "dizendo que o futuro presidente do Brasil não será a Dilma nem o Serra, mas sim, o Michel Temer!... Não entendi o que ele quis dizer...
postado por IgorVilla às 20:13 em 14/09/2010

IgorVilla disse...

Pois é! e aconteceu exatamente como ele havia descrito para mim mais tarde, pena que não publiquei na época... Ainda era no primeiro mandato...